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A Era dos Deuses é um épico que nos conta, como Atlândida inspirou a implantação da civilização no Egito. A série "Saga dos Capelinos" é composta por. E um épico que nos conta como aconteceu o grande exílio espiritual de quase quarenta milhões de seres decaídos no mal e como influenciaram a nossa. 4 de set de Baixar Livro A Queda dos Anjos - A Saga dos Capelinos Vol 01 - Albert Paul Dahoui em PDF, ePub e Mobi ou ler online.

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Shymon e Yozheph, agora com ajuda de Yacob, que se mantivera silente, redargüiram em termos veementes. Por meio de pequenas operações de captura e transporte, algumas centenas de milhares de capelinos, mormente de alambaques revoltosos, foram enviadas para a Meso-américa. Esse processo, que envolveu quase quarenta milhões de espíritos, trazidos como degredados para a Terra por volta de a. Yozheph fez uma visita a um dos mais ricos judeus do local, Ismael bar Canaan, e foi recebido na categoria de príncipe. Mostrou-se cordato e cordial com todos, enquanto era submetido aos olhares curiosos dos presentes. Se este é o seu destino, parta e seja feliz! Aquele que vocês esperavam.

E um épico que nos conta como aconteceu o grande exílio espiritual de quase quarenta milhões de seres decaídos no mal e como influenciaram a nossa. 4 de set de Baixar Livro A Queda dos Anjos - A Saga dos Capelinos Vol 01 - Albert Paul Dahoui em PDF, ePub e Mobi ou ler online. Foi este o motivo que me levou a escrever a coleção A saga dos capelinos: apresentar de forma agradável e atraente o expurgo que ocorreu. A S A G A D O S C A P E L I N O S VOLUME l AQUEDA DOS ANJOS ALBERT PAUL DAHOUI HERESIS Primeira Parte O PRIMEIRO. Baixar Livro Os Patriarcas de Yahveh - A Saga dos Capelinos - Albert Paul Dahoui em PDF, ePub e Mobi ou ler online.

Os terapeutas organizaram uma caravana de cinqüenta membros e partiram com um grupo de mais de duzentos homens, além das mulheres, acrescido de peregrinos da Cyrineia. A casa paterna em Beit Lechem havia sido reconstruída e tinha sido vendida a estranhos. Ierushalaim, no Pessach, era um formigueiro imenso, abrigando mais de trinta mil peregrinos de todos os lugares. A revista minuciosa que eles faziam, para impedir que os peregrinos entrassem com armas na cidade, gerava longas filas nos portões.

A casa de Yozheph de Arimatéia escandalizou Miriam. Era um homem do mundo, conhecedor de lugares estranhos, belos e mundanos. Comprava cedro e azeite do Líbano e o vendia em Alexandria. Evitou de falar-lhes, contudo, que ele mesmo lhe fizera importantes acréscimos de objetos de arte. Ele beirou a morte e a experiência o levou a refletir muito sobre a vida, os seus valores e sobre a impermanência das coisas, tendo se transformado num homem de muita fé, mas sem ser radical e obtuso.

As tendas coloridas ali existentes pertenciam às famílias nobres de Ierushalaim, que as erguiam por arrendamento pago ao templo. Esse tipo de comércio era comum em todos os grandes templos daquela época. Os dias que se seguiram foram de muita atividade religiosa, pois os gêmeos conheceram o grande templo construído por Herodes, de linhas arquitetônicas um tanto gregas, é verdade, mas transbordante da fé dos circunstantes. Seus pais fizeram oferendas de acordo com suas posses.

Nicodemos, amigo íntimo de Yozheph de Arimatéia, era fariseu de boa cepa. A casa de Nicodemos era rica, mas extremamente austera, como era de praxe da parte de um rico e poderoso fariseu. Foram recebidos com fidalguia e apresentados a todos.

Mas a fama de que havia um jovem de grande saber e inteligência entre eles havia atraído para sua casa mais gente do que esperava. O almoço transcorreu em clima de cordialidade, com os homens comendo de um lado e as mulheres reunidas em outra sala, em almoço à parte. Por serem adolescentes ainda, os gêmeos acompanharam as mulheres. Outros entraram na conversa, com o intuito sincero de conhecerem o que eles consideravam um subgrupo dos essênios.

A conversa ia animada, com Yeshua respondendo educadamente às perguntas que lhe eram dirigidas, mas limitando-se a explicações sucintas. Ele sabia, instintivamente, que estava no covil de lobos, gentis, é verdade, mas que uma palavra mal interpretada podia dar margem a acerbas recriminações.

Para que Deus seja justo acima de tudo, Ele precisa ser equânime. No entanto Somos todos cegos. Por acaso estamos no âmago de Deus para saber de todas as suas razões?

Continuou, todavia, sua linha de raciocínio. Teria que defender seu ponto de vista, mesmo correndo o risco de desagradar seu oponente. Seriam aqueles gregos degenerados? Shamai achou que havia feito o jovem tropeçar em suas próprias idéias e, polêmico, falou-lhe com autoridade: - Cite uma só passagem nas nossas escrituras que fale dessa possibilidade.

Yeshua aduziu-lhe a resposta rapidamente. Shamai sentiu o sangue gelar- lhe, pois o rapaz o havia encurralado. Incomodando estes senhores? No corredor, ela o repreendeu de forma mais acre. O que acontecera naquele instante foi que Nicodemos, em seu amor pelos gêmeos, mais especialmente pela figura de Yeshua, o houvera exposto a um perigo potencial.

À noite, os acontecimentos se precipitaram. Yozheph ben Yacob ficou receoso, pois era-lhe vivo ainda na mente o fato de Herodes ter mandado matar-lhe o inocente pai. Haviam vendido tudo e nada mais os ligava àquela cidade. Zebedeu poderia comentar o assunto do parentesco com seus pares galileus e, eventualmente, eles poderiam sofrer perseguições por conta disso.

Yozheph de Arimatéia sugeriu que fossem para Arimatéia onde ficariam em suas propriedades até que comprassem uma casa adequada. Se os inimigos intentassem algo contra a sua família, mandariam os assassinos procurar por uma família de prole numerosa cujos primogênitos fossem gêmeos. Nada mais óbvio. Embora contrariada, Miriam, por amor à segurança dos filhos, aquiesceu. Os dias que se seguiram foram de dor e de choro para a família. Disseram-lhe que os terapeutas viam nele um enorme potencial de cura, de inteligência, e que seria importante que continuasse seu aprendizado ali.

Yozheph ben Yacob achava que quanto menos o filho soubesse de sua ascendência, de sua legitimidade ao trono de Israel, das perseguições reais contra o avô Yacob ben Matan, melhor seria para ele. Capítulo 3 O s anos se arrastaram para Yeshua, enquanto sua família se estabelecia em Nazareth. Chegaram discretamente à cidade e baixaram uma casa com um poço nos fundos. Yozheph se estabeleceu como carpinteiro.

Nazareth, porém, era pequena demais para dois profissionais da carpintaria. Tadde, de fato, era um rapaz de ouro, pois se preocupava com os demais e sempre descobria meios de ajudar o próximo.

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Tornou-se piedoso fariseu. Como era letrado e conhecia bem as contas - aprendera tudo com os terapeutas -, tornar-se um excelente braço direito do tio. Yozheph e Cleophas logo se tornaram associados, com um indicando negócios para o outro e aproximando as duas famílias, que estiveram separadas por tanto tempo. Era dado a terror noturno, debatendo-se no leito, urrando e acordando a todos, só se apaziguando após certo tempo. Agora que Yochanan alcançara os dezesseis anos, o pai desejava vê-lo seguir o sacerdócio.

Profundo conhecedor das leis, cujo teor assimilara do próprio pai, que atuara como um seu professor improvisado, o rapaz era de uma religiosidade que beirava o fanatismo. Seus próprios colegas mal o suportavam, ainda que conhecedores de que era possuidor de vasto saber.

Quanto mais se via isolado, por causa da insolência com que tratava os demais e das observações inconvenientes que fazia, mais se tornava irritadiço. Três anos mais tarde, o templo recusaria sua candidatura de se tornar kohanim - sacerdote. É verdade que achavam que ele tinha uma inteligência muito acima da normal. No entanto, sua falta de obediência, sua arrogância, sua falta de humildade e seu gênio irascível o desclassificavam para ser sacerdote. Contudo, para Yochanan foi imensamente pior.

Ele reagiu com extremo furor: rasgou as vestes, bateu com a cabeça na parede, arranhou o rosto com as unhas e gritou como um possesso. Finalmente, após alguns minutos de total destempero, prostrou-se num completo e acachapante mutismo, agachando-se num canto da casa, para desespero dos pais.

Consagrarei minha vida a Deus de outro modo. A casa de David era, como toda a família judia daquela época, extremamente unida. Yacob e Yochanan, filhos de Zebedeu, eram duas pérolas raras de bondade e inteligência, sendo prestativos e polidos. A moça estava noiva para casar com um homem de boa sociedade de Cesaréia, chamado Suza, que pertencia à corte de Herodes Antipas.

Tratava-se de um homem rico, culto, poliglota, bem posto na vida, que freqüentava a corte de Herodes e fazia negócios com judeus e gentios.

Em sua mente, as coisas se encaixavam com velocidade e planos se lhe afiguravam sem grandes embaraços. Tornou-se, por causa dessas características, o principal negociante de seu pai. Yochanan tinha real ascendência sobre os demais primos. Em parte, porque era o mais velho, mas principalmente pelo fato de ser aluno do templo, ou, praticamente, conforme almejava o pai, um kohanim, um futuro celebrante dos mistérios de Deus.

Yochanan patenteava sua superioridade intelectual, seu espírito de liderança inala, com palavras de fogo, de exposições e exegeses da lei claras, em retórica de fazer inveja a qualquer Kohen Gadol - sumo-sacerdote. Seus primos o respeitavam; seu relacionamento com Yochanan, o homem de Deus, era excelente. Amavam-no e respeitavam-no mais do que seus colegas da escola do templo. Para todos os primos e familiares, Yeshua ficara com os terapeutas porque era dotado de faculdades curativas e, portanto, deveria prosseguir com seus estudos junto àquela comunidade.

Histórias de rei de Israel, sucessor e herdeiro legítimo do trono eram assuntos proibidos, jamais ventilados nem entre os próprios pais de Yeshua. A lembrança de Yeshua, no entanto, ficaria reavivada de forma perigosa, num certo dia da festa de Sukot, que começava no dia 15 do mês de tishri, quando toda a casa dos David foi até Ierushalaim, abrigando-se em tendas armadas, especialmente para tal finalidade. Era o ano 17 d. Sentou-se junto de Yozheph ben Yacob e dos demais parentes e, após algum tempo, passou a contar-lhes, inadvertidamente, as notícias de Yeshua.

Yozheph contou-lhe um fato, ocorrido dois anos antes, que elevara o nome de Yeshua perante os alexandrinos. Todos fizeram silêncio e passaram a ouvir atentamente a estranha história. Após falar do sucesso de Yeshua em Alexandria, mencionou que era hora de o rapaz voltar para ocupar seu lugar em casa. E, empolgado pela idéia, Yozheph arrematou, dizendo: - Afinal de contas, Yeshua é o legítimo sucessor do trono de Israel.

Ele precisa retornar à sua terra para ocupar o lugar que lhe pertence por direito. Porquanto essa história de trono de Israel, de lugar de direito, era-lhe completamente nova.

O que significava tudo aquilo? No outro dia, Yacob, aproveitando-se de um momento a sós com Miriam, foi conduzindo a conversa de forma matreira e ardilosa, para que a boa mulher revelasse tudo. Mantivera sua aparência antiga, quando, na realidade, no mundo mental, sua aparência era completamente diferente, sendo conhecido por outro nome.

Eles o intuíam com mensagens curtas e objetivas, o que reacendia seu enorme conhecimento de todos os assuntos. Yeshua conseguia visualizar os espíritos que perambulavam pelo local de cura dos terapeutas e pelas ruas. Ele observava como eles estavam sempre misturados aos seres humanos, vivendo em sua atmosfera.

Isto era particularmente verdade, quando se tratava de espíritos embrutecidos, cuja carantonha era de meter medo. Os dibuks - obsessores espirituais - eram atraídos pelo pensamento nefasto de cada ser humano, procurando conviver com ele como se fosse um semelhante. Por outro lado, havia um discípulo do terapeutas que era um homem reto, de pensamentos elevados, sempre disposto a ajudar os pobres e desvalidos. Yeshua observou que nenhum demônio se aproximava dele. Deduziu, corretamente, que como sua aura era límpida e cristalina, isto o protegia de influências perniciosas.

Fica facilmente evidenciado que a qualidade dos pensamentos e atitudes atraía espíritos semelhantes. Observara atentamente como eles se compraziam em fazer isso, como se as energias dos animais lhes fosse poderoso alucinógeno. Ademais, constatou que, vez por outra, dependendo do ofertante, de suas intenções, da força de sua fé e dos motivos nobres que, às vezes, empolgava o fiel, esses fluidos eram devidamente aproveitados por espíritos benfazejos, que envolviam o solicitante como que num manto protetor, o que lhes dava novas forças e lhes revitalizava o sistema nervoso.

Desta forma, o animal também evoluía com seu sacrifício, pois Deus usa o mal sempre para o bem. Um era o amor personalizado, o outro era o guerreiro da fé. A rotina de Yeshua junto aos terapeutas era frugal e severa.

Acordava antes de o sol nascer para fazer orações. Yeshua trabalhava duramente, pois exercia ali o ofício da carpintaria aprendida com pai e, assim, construía casas e assentava telhados. Isso exigia o uso de força física, a qual Yeshua tinha de sobejo. Na festa de Sukot, em que cantavam o halel, sua voz chegava afinada e encantadoramente ao ouvido de todos. Sua musculatura era rígida, estriada, sem adiposidades que pudessem enfear a silhueta.

Era considerado por muitos gregos de Alexandria como um Apoio renascido pela sua rara beleza. Após o almoço em conjunto com os demais membros, Yeshua se dedicava aos estudos, para o que, quase sempre, enfurnava-se entre papiros antigos amontoados na biblioteca de Alexandria. Certa tarde, quando Yeshua tinha pouco mais de vinte anos, ele se dirigiu à biblioteca de Alexandria, como o fazia costumeiramente, e, na frente do prédio, havia uma praça onde perambulavam vendedores, compradores e mendigos de toda sorte.

Era um menino que aparentava uma idiotia profunda, acompanhado de seu pai, que mendigava, pedindo pelo seu filho retardado. O pai era um bêbedo inveterado que, muitas vezes, o largava sozinho para ir até a taverna mais próxima, para se embriagar, deixando o filho amarrado. O infeliz menino era normalmente quieto, mas naquele dia, ele estava fora de si. Gritava, como se estivesse sendo espetado por mil diabos e movia-se de um lado para outro, num movimento cadenciado e irritante.

Seu pai o surrava impiedosamente, urrando para que ficasse quieto. Yeshua chegou à praça na hora em que viu o pai espancando o garoto de dez anos, que fisicamente parecia ter sete anos. Ele viu, em volta do rapazinho, dois seres altos, macérrimos, longilíneos, vestidos com longas capas negras envolventes. Fisicamente, apanhava do brutamontes do pai e, espiritualmente, estava envolvido por energias enlouquecedoras. Somente o menino continuou a gritar, cada vez mais freneticamente.

Yeshua sentiu tremenda força surgir dentro de si, como se tivesse sido insuflado por poderoso vento e lhe respondeu: - Afaste-se, homem.

Coleção - Saga dos Capelinos Série II

Deixe-me cuidar do menino. Pasmo, deixou que Yeshua se aproximasse. Os espasmos do idiotizado ser diminuiu rapidamente e seus gritos transformaram-se paulatinamente em lamentos e gemidos. Seu cérebro estava profusamente impregnado de fluidos degeneradores, e somente o cerebelo demonstrava alguma atividade elétrica. A energia emanada de Yeshua, guiada por sua poderosa mente, limpava, com grande rapidez, o cérebro, à medida que esses benéficos fluidos entravam no aparelho físico do menino.

No entanto, era possível se ver que grande parte da rede neuronial estava definitivamente afetada. O menino jamais viria a ser completamente normal. De seu peito e frontal saíram chispas douradas, luzes possantes que atingiram o menino e que o revitalizaram ainda mais. Aos poucos, recuperando sua plena consciência do eminente perigo de ser assoberbado pela matula infrene, retirou-se do meio da turba e, com dois ou três empurrões, desvencilhou-se da malta e saiu andando celeremente da praça, por uma rua lateral de pouco movimento.

O alvoroço ocorrido na praça com a cura ou, pelo menos, com o aquietamento do menino fez com que, naquela mesma tardinha, as pessoas comentassem o que fizera o divino estranho. Quando apareceu, foi ovacionado como se fosse um deus descido à Terra. Passado o alvoroço, Yeshua foi chamado pelo presidente dos terapeutas e teve que dar explicações detalhadas sobre o que acontecera. Ele foi um conquistador destas terras e, com seu governo tenebroso, sua vilania, seu despotismo, tornou-se um monstro da crueldade e da ignomínia.

Ao morrer, foi parar no gehinnom - inferno - e sofreu perseguições de inimigos, que o levaram ao paroxismo da dor e da derrota moral.

Que Deus se apiede de sua alma!

A Queda dos Anjos – A Saga dos Capelinos Vol 01 – Albert Paul Dahoui

Este era o nome persa do rei que ficou mais conhecido pelo nome grego de Cambises. Ele havia se matado acidentalmente, com sua própria espada, num ataque de loucura desenfreada. O presidente dos terapeutas emudeceu. Yeshua fora taxativo, pois falara de uma outra existência, quando aquele infeliz fora faraó daquela terra. Que estranha justiça havia sido aplicada!

No mesmo lugar onde fora glorificado como o filho de um deus - um ser divinizado - ele estava sendo alquebrado pelo mesmo povo e tratado como o rebota-lho da humanidade. Nos dias seguintes ao fato, longas filas passaram a ser formadas em torno do templo dos terapeutas. Yeshua atendia todos usando, para isso, dois expedientes: um era a sua própria energia, que doava ao doente, e a outra, um grupo de espíritos comandados por espíritos superiores, sob a tutela maior de Samangelaf.

Entre esses espíritos, estavam guardiões, médicos, psiquiatras, operadores de energias sutis. Formavam eles um grupo de mais de quarenta almas, auxiliares de Yeshua, que os via e aprendia, dia a dia, a reconhecê-los como amigos.

Finalmente, após alguns contratempos, apearam na frente da singela casa. O ruído de animais assustou as pessoas que estavam em seu interior, e alguns pensaram tratar-se da polícia secreta de Herodes Antipas, que havia, de alguma forma, descoberto seu paradeiro. Algumas delas procuraram esconder-se, mas Yozheph saiu para ver do que se tratava, acompanhado pelos filhos homens. Os dois se jogaram um nos braços do outro e se deram beijos estalados e fortes em ambas as bochechas barbudas, enquanto os demais integrantes da cena os olhavam desconfiados, especialmente os filhos de Yozheph.

Tomaram alguns segundos para dar-se conta de que Yeshua voltara para casa, e, logo, as mulheres saíram da casa. O mal-entendido com a escolta logo se desfez, e dono da casa pediu desculpas pela atitude intempestiva do filho mais moço e convidou todos a entrar. A casa logo se encheu de vizinhos e de gente da escolta fornecida por Yozheph de Arimatéia. Deviam-lhe carinho e respeito, pois era o primogênito. Aproveitaram os dias seguintes para pôr as novidades em dia, e havia muitas delas. Shymon estava noivo e deveria casar-se em breve.

O futuro ajudaria a resolver a doce disputa dando-lhes uma menina, que se chamaria Léa. Os dois continuavam idênticos na aparência, mas, agora, o sotaque os diferenciava, pois enquanto um falava como um judeu alexandrino, o outro expressava-se como um galileu, com um linguajar mais gutural, com a tendência de truncar as palavras.

Enquanto um era sofisticado, com maneirismos próprios de quem vivera numa metrópole, o outro tornara-se mais rude, mais campônio. Os primos de Yacob e Yochanan ben Zebedeu, Shymon e André também ali estiveram, exceto Elisha, pois morrera dois anos antes. As festas duravam de três a quatro dias. Deste modo, as festanças familiares ou religiosas duravam alguns dias, sendo que as religiosas tinham um grupo de atividades para cada dia. Após certo tempo, a conversa invariavelmente recaía sobre a vinda do Messias e cada um tinha uma idéia específica sobre este ser mítico que estava na iminência de chegar.

Uns o viam como um guerreiro feroz, que haveria de unir os judeus dispersos pelo mundo e expulsar os romanos. Outros acreditavam tratar-se de um anjo elevado do Senhor e que todas as coisas profetizadas seriam realizadas no mundo espiritual.

Nessas longas discussões, Yeshua mais escutava do que falava. Isaías falava também do retorno de Eliahu - Elias - para aplainar o caminho do Messias. Tenha mais vergonha e compostura!

Yeshua arrematou. Você é Deus, por acaso, que tem poder para fazer isso? Shymon fizera a pergunta em tom grosseiro. Em Alexandria, nosso círculo de terapeutas conseguiu curas maravilhosas e restabeleceram a normalidade da vida de pessoas doentes. Além disso, o grupo expulsou demônios e deu novas esperanças a pessoas desvalidas.

Eu desejo apenas ser um instrumento da vontade de Deus. E nada mais do que isto! Shymon e Yozheph, agora com ajuda de Yacob, que se mantivera silente, redargüiram em termos veementes.

Falando ao mesmo tempo, eles diziam: - Ora isto é feitiçaria. Mas quando a doença bate à porta, esgueiram-se na calada da noite, correndo para eles, e lhes imploram lenitivos. Após os cumprimentos de praxe e as conversas técnicas sobre a obra em andamento, o pai aproveitou para inquirir o filho. Você trabalhava e ajudava o próximo. Aqui é diferente. Quando menciono o fato de que eles foram bruscos comigo é apenas para ressaltar que ninguém é profeta em sua própria terra. Você quer ser um profeta?

E este o apelo de Deus a lhe requeimar em sua alma? Prefiro vê-lo longe de mim, cumprindo os desígnios do altíssimo, do que ao meu lado, com um olhar distante e a alma amargurada. Se este é o seu destino, parta e seja feliz! Os anos que fiquei ausente me foram de tormentosa tristeza. Como devo proceder, meu pai? Levantou-se lentamente, largando o pedaço de madeira e aproximou-se do filho.

O jovem era um pouco mais alto do que ele, mas Yozheph levantou os dois braços e pousou-os no ombro de Yeshua. Outros grandes homens foram obrigados a cortar os liames que os unia a seres queridos, para, temporariamente, perseguirem seu destino. Faça o mesmo. Saia de Nazareth e encontre sua sina; o destino somos nós que o fazemos no palco da vida. Yeshua abraçou ternamente o pai. Ele manteria os vínculos familiares, mas sem o apego que os judeus tinham. De qualquer modo, Alexandria havia talhado um homem muito mais sofisticado, educado, polido, conhecedor do mundo do que Beit Lechem, Nazareth ou até mesmo Ierushalaim poderia ter moldado.

No entanto, se a sua personalidade estava pronta, sua doutrina estava ainda por despertar dentro do gigante adormecido, e os anos que se seguiriam iriam lhe propiciar este despertamento. Era esperado a qualquer momento. Yeshua ficou quase um mês esperando pela volta do tio por afinidade. Durante este período, procurou conhecer bem a cidade e, na medida do possível, ajudar a tia Hadassa.

Conversaram demoradamente sobre os projetos de Yozheph, que tinha deixado ordens para seus empregados, antes mesmo de viajar para a Cornualha, na Britônia, para organizarem uma grande caravana com o objetivo de baixar tapetes, ornamentos, baixelas, pratarias e jóias de todas as espécies na Parthia, além de revitalizar o seu comércio principal, pois existiam excelentes minas de estanho no planalto iraniano. Ele estava visivelmente excitado com a aventura comercial.

Yozheph decidiu que passaria antes em Jerico, pois tinha um assunto para tratar com um dos seus distantes primos, os quais mantinham bons negócios. Deliberou viajar em pequena comitiva até a famosa cidade. No outro dia, junto com Yeshua, mais três amigos, sendo um deles Nicodemos, e mais quatro servos, Yozheph partiu para uma curta visita a Jerico. A cidade cujos muros foram destruídos pelos egípcios em 1. Nessa noite, durante o jantar, a que Yeshua comparecera e em que fora apresentado como sobrinho de Yozheph, pode ver a crueza dos costumes de seus conterrâneos.

Durante o jantar, falaram um pouco de tudo: criticaram os romanos, depreciaram os gregos e falaram mal dos egípcios, mas enalteceram o próprio povo extremosamente.

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Nicodemos, fariseu moderado, acabou puxando a sua conversa preferida, que era falar de Deus. Esta tese é sustentada pelos saduceus. Os homens menearam a cabeça em assentimento enquanto degustavam um pernil de carneiro. A resposta de Yozheph encontrou em Nicodemos duro opositor. Incômodo silêncio desceu sobre eles enquanto todos pensavam nessa insólita possibilidade. O verdadeiro Deus deve ser um espírito imaterial, de infinitas características, de um amor imenso e de perpétua criatividade.

De fato, ele a preserva quer por meio de suas leis, quer por meio de um processo complexo, que nós chamamos de divina providência. Deus, antes de mais nada, é diligente providenciador de oportunidades. Pelo jeito, ele encontrou em Aristóteles os argumentos corretos. A abordagem racional de Deus nos explica tudo o que existe na natureza, e creio que este é o caminho para entendê-Lo. No final da noite, um fenômeno estranho e maravilhoso aconteceu, o que deixou todos extasiados.

Dali em diante, Yozheph passaria a ter certeza ainda maior de que Yeshua era uma figura excepcional. Um dos servos de Zaqueu, um homem velho e alquebrado, precocemente senil, tinha uma séria catarata nos dois olhos, o que o deixava praticamente cego.

Para aquele escravo, visitas significavam sair de sua rotina. Permanecendo no ambiente, ele escutava as conversas e divertia-se com os risos e galhofas dos outros, como se fossem as suas próprias.

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No final da noite, Zaqueu pediu que um dos escravos servisse mais vinho aos convivas e Bartimeu, sendo mais lesto do que o escravo, tomou a grande jarra e resolveu servir seu mestre. Procure ter calma, abra os olhos e volte a enxergar.

Naquele momento, a dor foi diminuindo rapidamente, até cessar totalmente. Bartimeu, o velho servo, abriu os olhos e - milagres dos milagres - voltara a enxergar, com crescente nitidez.

Estou vendo. Enxergo novamente. Todos ficaram intensamente comovidos com aquela cena. Yeshua era, de fato, entre outras coisas, um taumaturgo excepcional. Esse foi o segundo feito de cura que Yeshua realizou sozinho, sem ajuda de um grupo de pessoas, como os terapeutas de Alexandria. Dois dias depois, retornaram para Ierushalaim a fim de se prepararem para a viagem a Hagmatana. Yozheph mandara preparar uma viagem em grande estilo, pois a distância era longa, e sua permanência naquela cidade, incerta.

Sua caravana era constituída de duzentos burricos de carga, cento e cinqüenta camelos e quarenta cavaleiros fortemente armados. Tinham conseguido um passe-partout com os parthos e esperavam fazer bons negócios. Além da tropa de quase seiscentos homens, muitas mulheres os acompanhavam para servir de escravas, domésticas, lavadeiras e para atividades sexuais.

Yeshua subiu num dos muitos burricos de carga e seguiu viagem bem próximo de Yozeph. Muitos cochilavam, e alguns chegavam a cair das montarias, pelo que arrancavam risos de mofa dos demais.

Os parthos, originariamente chamados de parais, eram primos raciais dos medos, dos gregos, dos romanos e dos arianos. A viagem até Hagmatana, a antiga capital dos medos, agora capital da Parthia, levou dois longos e cansativos meses, e nenhum fato especial aconteceu. Houve pequenos acidentes com animais e pessoas, mas nenhum grave. Um dos rapazes da comitiva fugiu com uma das escravas, o que deixou seu dono inconformado.

Yozheph fez uma visita a um dos mais ricos judeus do local, Ismael bar Canaan, e foi recebido na categoria de príncipe. Sentia que o poder em todos os lugares era semelhante. Cada local parecia copiar os modos dos outros. Bastava haver fortuna e poder envolvidos para que os homens se esquecessem de amizades, laços familiares e velhas juras de fraternidade e se tornassem ferozes inimigos.

Durante a longa e monótona audiência onde nobres e diplomatas estrangeiros conversaram assuntos particulares, Yeshua pôde notar que o rei sofria de um mal ignoto. Sua fisionomia era cadavérica e demonstrava um intenso sofrimento. Era polido e atencioso, mas distante, com um olhar angustiado.

Este homem era o magi - sacerdote -, confessor do rei e seu amigo pessoal. Na hora azada, o pequeno grupo de seis homens aproximou-se do palanque real e foi apresentado ao monarca. O soberano sorriu e pediu que seus integrantes se sentassem. Terminada a curta audiência, pelo que todos se prepararam para retirar-se, o magi curvou-se e sussurrou algo no ouvido do rei, que logo fitou o jovem Yeshua.

Eu o conheci quando criança e o louvei. Ahura Mazda foi condescendente comigo e permitiu que meus olhos o revissem e que todas as nossas predições fossem confirmadas.

Olhou novamente para Yeshua e lhe disse em aramaico: - Eu o conheci quando pequeno. Meu nome é Balthazar. Balthazar, no entanto, olhou novamente para ele, e perguntou-lhe de chofre. Yeshua tomou alguns instantes para se recobrar e respondeu-lhe: -Vi o espírito do primo do rei, de nome Ardumanik, ao seu lado.

Enche sua cabeça de sentimentos de ódio e desconfiança de todos. Deseja vingar-se de sua morte. Yeshua pensava em aramaico, mas o espírito o entendia por imagens. Posso perguntar quem é você? Este maldito mandou seus esbirros me matarem e desaparecerem com meu corpo. Fui jogado aos leões dos campos, que devoraram completamente a minha carcaça, o que desfez qualquer vestígio de seu crime. À medida que o obsessor lhe respondia, agitava-se de forma simiesca e, como estava ligado por fios fluídicos ao monarca, este também se perturbou.

Uma onda de ansiedade tomou-lhe conta do ser e fê-lo ter vontade de levantar-se e sair daquele lugar. Poucos sabiam que o rei sofria de ataques de epilepsia, pois era um segredo muito bem guardado. O comando mental fez jorrar da fronte de Yeshua um forte jato de luz, que atingiu o obsessor na cabeça e sedou o infeliz.

O choque vibratório entre as energias emanadas por Yeshua e as baixas vibrações de Ardumanik, o primo assassinado do monarca, fez com que o obsessor se arriasse subitamente, como que praticamente desfalecido. Continuava, entretanto, preso fluidicamente ao rei. Mas os liames astrais que o prendiam ao infeliz ainda atuavam. No decorrer dos fatos, Balthazar observara, com sua vidência privilegiada, que Yeshua havia lançado forte jato de luz num ponto ao lado do rei.

A luz espiritual envolveu o soberano e cortou as amarras que o prendiam ao espírito obsessor. Parte da luminescência emanada por Yeshua entranhou-se no corpo espiritual do rei, vivificando seus centros de força, ampliando sua corrente energética astral. Ninguém sabia deste primo longamente desaparecido. Agora, aquele jovem judeu, alto como um persa, forte como um mouro e belo como Apolo, em menos de um minuto o livrara de tal agrura.

Yeshua olhou-o um pouco surpreso. Yeshua imaginou que com aquela desculpa poderia impedir o monarca de oferecer- lhe riquezas e ele se sentir constrangido em recusar. O rei escutou as palavras de Balthazar e concordou com as condições do jovem.

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É apenas um sinal para que meus guardas o deixem entrar à hora que desejar. Permitia que todos cultuassem seu Deus, da forma que desejassem, dentro da legalidade, sem sacrifícios humanos. Yeshua manifestou vontade de conhecer toda aquela terra, pois a sentia impregnada de sapiência, beleza e estranha luminosidade. Este é o nome desse deus.

Zarathustra foi seu profeta, assim como Moschê Rabenu foi o nosso. Acho que somente os iniciados têm acesso a esses lugares.

Yozheph havia feito uma pergunta importante. Como poderia um jovem judeu entrar no templo de Ahura Mazda e tomar conhecimento dos ensinamentos mais secretos? Yeshua, sorrindo, respondeu silente, mostrando o anel do rei partho e depois falou que Balthazar o ajudaria em seu objetivo.

Entraria nesses lugares com o respaldo do rei e daquele príncipe que o reverenciara. Chegando no seu destino, ele perguntou onde era a despensa, e após certa dificuldade, conseguiu fazer-se entender por meio de gestos e que o levassem para a cozinha.

O rei foi acordado pelo serviçal pouco antes do raiar do dia e estranhou que Yeshua estivesse ali. Olhou-o inquisitiva-mente e o jovem fez o gesto característico de que devia beber. O rei acordara de muito bom humor. Yeshua riu uma ou duas vezes, divertindo-se com a careta real, e o serviçal concluiu que o jovem teria a cabeça decepada naquele mesmo dia. Yeshua abria os braços e sorvia grandes haustos de ar enquanto dizia ao rei que fizesse o mesmo.

Andaram por meia hora, o que fez rei suar profusamente. Yeshua despedira-se do rei e desaparecera, como por encanto. Na cozinha encontrara um senhor de certa idade, antigo viajor, que falava mal o aramaico, no entanto suficientemente bem para entender o que Yeshua desejava.

Começaria a aprender a falar o parnis com ele. Na hora do almoço, o rei surpreendeu-se com o frugal almoço a que foi submetido. Gostava de comidas extremamente condimentadas e gordurosas, e bebia mais do que comia. Naquele dia, ao meio dia, um servo veio lhe informar que o jovem Issa o estava chamando. Estranhou que as carnes fossem magras e em pouca quantidade, e também a presença de legumes cozidos e verduras servidas in natura. Olhou para Yeshua, que lhe dirigiu as poucas palavras apreendidas com o velho ajudante da cozinha real.

O rei estava prestes a externar sua contrariedade, mas lembrou-se de que aquele jovem estranho, de terras distantes, o havia curado e, portanto, merecia respeito. Olhou-o severamente, mas deparou-se com a firmeza e a serenidade de Yeshua. Acalmou-se e acabou rindo. Aceitaria aquilo durante algum tempo. Se voltasse a sentir-se mal, retornaria ao estilo de vida anterior. Balthazar convocou a presença de Yeshua. Yeshua aquiesceu. Essas visitas a Balthazar se repetiriam com regularidade, pois os dois sentiam grande prazer em confabular.

Balthazar falava de seu Deus e indagava-lhe sobre o Deus dos Judeus. Encontrava semelhanças em ambos. Os banquetes o obrigavam a redobrar seus cuidados com o monarca. O ambiente da corte era extremamente perigoso.

O jovem Issa, conforme todos o chamavam, percebia as nuvens negras de fluidos deletérios gerados pelas mentes dos políticos e ricos da época, todos voltados para a parte mais obscura e insidiosa do poder. O principal obsessor do rei - seu primo - havia sido levado para um sanatório astral pelos guardiões espirituais. Contudo, havia outros ali tentando influenciar seu governo. Por isso, Yeshua observava que, no fim do dia, o rei voltava cansado e com enormes placas de viscoso miasma negro ao redor de seu cérebro, estômago, costas e plexo cardíaco.

Em seguida, perguntou-lhe: - Que espera que um rei faça? Para que o poder terrestre fosse exercido como se fosse divino, os homens deveriam modificar-se. O monarca olhou-o com ternura e expôs-lhe: - Jovem Issa.

Você julga os outros como a si mesmo. Yeshua meneou positivamente a cabeça em assentimento com as palavras reais. O rei, como se estivesse sob influência espiritual positiva, proferiu seu pensamento com clareza: - Você tem idéias muito próximas do nosso profeta Zarathustra.

Ele foi aspergido pelo mundo como divina chuva a umedecer os secos corações humanos. Eu, no entanto, nasci para ser rei e, para tornar-me tal, acabei virando um homem cruel. Agora você me pede para abandonar tudo que levei anos para construir? Yeshua confirmou, intimamente, que discutir com aquele homem, ainda endurecido pelo poder mal exercido, seria uma perda de tempo. Preferiu aceitar o convite para conhecer as riquezas culturais dos persas e assim desviou a conversa de volta para o assunto principal.

Suas longas conversas com Balthazar chegaram-me ao ouvido. Yozheph autorizou-o incontinenti. Cinco dias depois da conversa com o rei, escoltado por oito cavaleiros, Yeshua, o jovem Issa, saía de Hagmatana para Pasargadae, para um período na Torre do Silêncio. Pasargadae era a cidade mais luxuosa que Issa tivera a oportunidade de ver.

O prédio principal ficava ao lado da grande torre, fina como uma lança apontada para as nuvens, com pouco mais de cinqüenta e dois metros de altura.

Algumas eram mais simples, destinadas aos leigos. Outras, verdadeiros mosteiros, eram destinadas aos mais altamente iniciados. Cada escola tinha sua biblioteca particular.

Issa apresentou-se ao sumo-sacerdote dos magos, que o recebeu como se ele fosse o próprio filho. Balthazar havia se comunicado com Melchior, relatando-lhe que Xaosiante estava visitando a Parthia, e que desejava conhecer melhor o masdeísmo.

Durante algumas horas, Melchior quis saber tudo a respeito de sua vida, o que havia feito, sua família, e seus estudos. Issa o informava com paciência, deixando de lado as curas que fizera e, modestamente, contava-lhe as aventuras em terras estranhas, com parcimônia e recato.

Melchior informou-lhe que ele ficaria diretamente ligado a ele. Deram-lhe um quarto vizinho ao de Melchior e lhe franquearam o acesso a qualquer dependência do monastério. O Avesta era constituído de vinte e um livros chamados de Nasks, mas muitos haviam sido perdidos.

Eram maiores do que qualquer Bíblia, ocupando doze mil couros de boi. Para todos os efeitos, dentro da lenda, Zarathustra recebera todos os vinte e um livros diretamente de Ahura Mazda, quando fora peregrinar numa alta montanha.

Mazarés começou contando a história do grande profeta.

Seu sobrenome Spitama significa "ao brilhante ataque", demonstrando que sua linhagem era guerreira. Ele conhecia dezenas de milhares de estâncias e viria a compor seus próprios versos. Moschê também recebeu os mandamentos de Yahveh no monte Sinai, escritos em letras de fogo sobre a pedra.

Issa foi apresentado a alguns monges de grande importância no mosteiro. Mostrou-se cordato e cordial com todos, enquanto era submetido aos olhares curiosos dos presentes. Em breve, todos gostariam de seu modo polido e risonho de bem tratar as pessoas. As aulas recomeçaram na parte da tarde, e Mazarés continuou sua narrativa. Só pode ser uma lenda distorcida pelos homens, pela qual tentam demonstrar que nosso deus é mais poderoso do que os demais" - pensou Issa.

Os ensinamentos do mestre seduziram o rei aos poucos. Correram e avisaram ao rei que Zarathustra era um feiticeiro. Com isso, seu quarto foi revistado, e encontraram ali os indícios de seu suposto crime.

Ao voltar, Zarathustra foi preso pelos guardas reais e encarcerado. Mazarés era um excelente contador de histórias e realçava com gestos e expressões teatrais as suas narrativas. O mesmo acontecera com Moschê, cuja história só seria escrita por Ezra, oitocentos anos depois.

Subitamente, sem motivo aparente, o magnífico animal adoeceu. Uma moléstia singular o acometeu, o que o impediu de cavalgar pelas estepes, como era do gosto do rei. Algo fenomenal acontecera ao animal: suas patas haviam desaparecido. Nada mais lógico. O rei aceitou a proposta e o profeta conclamou Ahura Mazda a fazer reaparecer as patas do animal. O rei converteu-se plenamente diante do milagre iniludível. O poder de Ahura Mazda estava definitivamente imposto na Terra.

Issa observou que Zarathustra agira da mesma forma que Moschê. Aos devas, demônio em persa, entretanto, ele os transformou em demônios, que deviam ser combatidos e repudiados.

Zarathustra, com a idade de setenta e sete anos, orava na frente do fogo real e foi atacado e ferido de morte. E, assim, terminou o mais poderoso dos profetas e retornou ao seio de Ahura Mazda.

Quando estivera em Alexandria, tivera a oportunidade de ler manuscritos sobre os deuses indo-europeus. Issa tinha, entre outras aptidões, uma memória excelente. Ahura ou Ahura Mazda era associado a Varuna. Ele detinha o poder, era o dispensador da morte, exator de sacrifícios e guardador do arta - a ordem exata, a ordem cósmica - e o ritual. Mais uma vez os capelinos - Zarathustra era um obreiro capelino que viera ajudar o grande degredo - influenciaram os terrestres.

Ao seu lado, deuses de menor poder também governavam. Sraosa protegia as comunidades arianas e Asi vigiava as riquezas dos deuses. Depois deles, vinham os deuses guerreiros.

DOS SAGA CAPELINOS A BAIXAR

Vayu é o deus do vento, que concentrava a força brutal, a que nada resistia. Vayu, rebatizado de Samael, é um dos ajudantes de Vartraghan. E o ideal de guerreiro ariano. Seu reino estende-se entre a terra e o céu, entre o mundo físico e o espiritual. E um deus inicial.

E importante dar-lhe oferendas. Os parthos dividem os seus deuses em dois grupos: os mazdas e os devas. Os persas e parthos cultuavam os dois, para estarem de bem com ambos. Zarathustra era contra esse culto dualístico. Para ele, existia somente Ahura Mazda. Os devas devem ser esquecidos e nenhum sacrifício a eles deve ser feito. Somente Ahura Mazda existe, e é só. O primeiro homem foi chamado de Yami, filho de Vivahant. Este deus-sol foi o primeiro a extrair o haoma, que era uma bebida entorpecedora e sagrada.

Yami, além de ser o primeiro homem, é também o primeiro soberano, o primeiro rei da Idade de Ouro, do mais feliz milênio da história. Uma reminiscência de Capela, representado por Vivahant, e dos tempos felizes, num planeta mais evoluído tecnologicamente.

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Azi Dahaka é o atlante Razidarakha, o demônio personificado. Os capelinos sentem a partida de seu planeta Ahtilantê e choram. Outra lenda nos diz que Vartraghan toma a fortaleza de Azi Dahaka. Com isto, inicia-se o período de casamentos, de fecundidade da terra e do nascimento de novas crianças. Melchior o chamou, após ter passado dois dias inteiros com Mazarés. O jovem Issa esticou o pescoço, demonstrando interesse. Você aprenderia muito mais com eles do que sentado aqui, lendo o Avesta.

Por enquanto, creio que o caminho mais proveitoso é você conhecer nosso belo país, na companhia de Vidarna, um zaotar. Vidarna era um homem de cinqüenta anos, forte, esbelto, com a cabeça calva e a barba ruiva. Sua tez avermelhada e seus olhos muito azuis, quase glaciais, davam- lhe um ar de homem severo. Conhecedor das estradas e da alma dos homens, mantinha-se num mutismo inquietante.

Como relacionar-se com alguém que mal responde às perguntas? Na primeira aldeia a que chegaram, Vidarna foi logo cercado de crianças, idosos e aleijados. Todos corriam para vê-lo e pedir-lhe conselhos, curas e bacorejos. Ele tinha um ar austero, mas derretia-se todo à vista de uma criança e sempre tinha uma palavra carinhosa para com os infelizes. Issa chegou a sorrir da nova atitude do zaotar. No fundo, ele o preferia assim, mais alegre e comunicativo.

O seu estômago quase se embrulhou com o cheiro de fezes, vômito e urina, que se desprendia de um catre. O estômago e o intestino estavam inchados enquanto que a mulher apresentava uma magreza impressionante. A mulher estava com diversos carcinomas, que a estavam matando.

A mocinha respondeu-lhe que havia um regato próximo dali. O choque do riacho frio a fez sair de seu estupor, e Issa falou-lhe com carinho que ficasse calma; tudo estava sob controle. Issa a lavou, retirou a crosta de sujeira que a cobria e aproveitou para lavar seus próprios braços, que também estavam cobertos de excrementos. Seus olhos se fecharam numa prece muda, e ele levantou os olhos para os céus. Durante cinco longos minutos, orou com fervor ao Pai Amantíssimo, enquanto acariciava circularmente a barriga da mulher.

Ora, se a natureza íntima da matéria estava sendo alterada, os tumores também se modificariam. Era uma forma de radioterapia muito mais intensa, mais focalizada e de poder energético milhares de vezes superior à da radioterapia comum, que existiria dois mil anos mais tarde. A mulher debatia-se lentamente e sentia frio. Aos poucos, começou a voltar a si. A filha a escoltava e nada dizia. Notou também Issa voltando ao seu estado normal.

Só entraram na casa depois de fazerem uma limpeza, jogar os excrementos fora, varrer a sujeira para longe da aldeia e preparar uma nova cama de palha para que a doente pudesse deitar-se.

Issa encontrou Vidarna tratando de outros doentes. O monge, quando o viu, perguntou-lhe por que demorara tanto. Vidarna continuou seus afazeres e pediu ajuda a Issa.

A fratura estava horrivelmente exposta e a criança gritava de dor. Tinham-lhe feito um emplastro de excrementos de carneiro e gado, misturado com ervas, e um ritual simples para afastar os demônios que sugam o sangue das vítimas e as levam à morte. Vidarna olhou-o com desdém e redargüiu-lhe, secamente: - Este emplastro tem forças milagrosas. Basta a fé para que o milagre se faça. O menino estava lívido e quase desfalecia de dor e medo. Issa, com seu olhar espiritual, iniciou sua prece muda, que era uma forma de concentrar-se para expandir seus poderes.

Vidarna quis aproximar-se para aplicar-lhe seu emplastro imundo, mas, com um olhar mais severo, Issa pediu que esperasse. Luzes saíram dos dedos de Issa, indo atingir o topo da cabeça do menino, ainda adormecido.

À medida que as energias cedidas por Issa foram entrando, pareciam ir acendendo certos campos de força do rapazote. Issa acompanhava com seu olhar espiritual tudo o que estava acontecendo e pôde ver como certos miasmas negros foram sendo derrotados pela poderosa luz que dimanava dele.

Issa terminou por refazer a tala, alinhando os ossos de forma a ficarem o mais perfeito. Explicou-lhe que os demônios haviam sido rechaçados pela força das orações. Extremamente irritado, o monge assentiu, mas lhe deu as costas e foi tratar de outras pessoas.

Naquela noite, a mulher melhorou tremendamente e voltou a falar. Vidarna era um monge extremamente severo e correto. Tinha amor desvelado pelos pobres e desprezo pelos ricos e poderosos. Ouvira falar da história da cura do rei e, por isso, acreditava que Issa era um feiticeiro estrangeiro que soubera cativar o monarca com frases e encantamentos.

Na fase inicial da viagem, até chegarem à pequena aldeia, Vidarna negara-se a falar com o estrangeiro. Com isso, Vidarna pensou em voltar no dia seguinte para o mosteiro e devolvê-lo a Melchior. Na mesma noite, foi visitar o rapazote que tivera a perna fraturada e viu que ele dormia serenamente. Vidarna e Issa ficaram uma semana naquela aldeia. Cada vez mais, os habitantes viam o jovem judeu como um deus.

Issa tornara-se motivo de discussões entre os homens da aldeia. Ninguém duvidava da história da menina, que afiançava que Issa transformara-se num pequeno sol. Ora, se ele se transformara numa estrela, é porque era um deus-sol. A lógica dos ignorantes é irretorquível! Issa sentia que o tratamento que os adultos lhe davam ia do respeitoso ao temeroso. Quem sabe o que um deus vindo à Terra podia fazer num momento de ira? Issa, todavia, desconhecia as discussões teológicas a seu respeito e gostava da forma como as crianças o tratavam.

Todos os menores o procuravam e demonstravam gostar dele. Entre as crianças mais doentes, existia uma menina de oito a nove anos, franzina, que era acometida de crises de epilepsia e que os aldeões acreditavam tratar-se da doença sagrada.

Contudo, tinha o peso e a estatura aquém da idade. Lestamente, depositou um ósculo em sua face e disse-lhe, quase em pranto. Se você fosse um deus poderia me curar.

Minha boca baba, e as pessoas ficam com nojo de mim. Quando acordo, eu me sinto mal, com o corpo cheio de dores. Quase sempre, estou toda suja.

Sinto muita vergonha disso. Ninguém quer brincar comigo. Dizem que eu tenho a doença sagrada. Quero ser uma pessoa normal. Quero ter amigos e brincar, como todo mundo - e, dizendo isto, desatou a chorar, agarrada no pescoço de Issa, que lhe consolava com palavras doces, chamando-a de princesa, de minha linda boneca, e de outras gentilezas do gênero.

Iríades estava tendo um ataque epiléptico. Issa pediu licença para entrar na casa e todos o acolheram bem. Aos poucos, o acesso foi cedendo até que, finalmente, a menina adormeceu. Esses renascimentos purgatoriais só seriam completamente debelados através do sofrimento e da atitude regeneradora. Iríades continuaria com sua doença sagrada, mas era seu dever oferecer o maior lenitivo possível.

Se ela se dedicasse a obras meritórias, exercitando sua mente para o bem, as crises convulsivas iriam diminuindo até desaparecerem. Agora, com o caso de Iríades, ele sentia que ele também era um homem com limitações, pois somente Deus tem poderes ilimitados. O povo era extremamente supersticioso, e, na sua ignorância, entendia muito pouco do masdeísmo, preferindo ficar com suas lendas e demônios.

Durante a viagem para visitar a segunda aldeia, Vidarna tornou-se mais palrador. Percebera que Issa estava amolado. Seu cenho estava franzido. Era a primeira vez que Vidarna o via assim. E o próprio homem que procura estes caminhos, assim como é capaz de encontrar a bondade em seus atos. Prosseguiu, pois, dentro do tópico principal. Vidarna olhou-o e expressou-se num tom benigno: - O grande profeta Zarathustra também crê nisso. Zarathustra nos fala de um "Reino Forte de Ahura Mazda", no entanto, eu creio que esse local é junto a Ahura Mazda nos céus.

Todos deveriam ser iguais. Nada impede que alguém que deseje um serviço pague por ele. Seria o reino de Deus. E sua atitude perante a vida. Creio que isto é obra para séculos.

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